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Mostrando postagens com o rótulo Cotidiano

Silenciar é preciso

Não estamos consumindo com qualidade, e falo no sentido mais abrangente da palavra. Temos livros, músicas, filmes e séries de qualidade e atuais. Mas, muitas vezes não estamos presentes quando consumimos este tipo de conteúdo. A mente está em outro lugar, na prova a ser feita, no boleto que vai vencer, nos afazeres da casa. Esses dias tentava lembrar o título de um livro que acabei faz pouco tempo. Não fosse meu bloquinho de anotações, não lembraria. Gostei do livro, o que é mais surpreendente ainda o fato de não lembrar o nome. Queremos ser produtivos, estudar, ver filmes, maratonar todas as séries, ler, mas às vezes é preciso dar um pause. Frequentemente escuto uma música já pensando na próxima, e quando me dou conta, volto no início para curtir melhor. Até mesmo na hora da refeição só engolimos o que está em nosso prato, sem sentir o gosto e prestar atenção ao que aquele sabor nos desperta, pois estamos mexendo no celular, vendo todas as redes, ou preocupados com algo. Parece exag...

Um laço de fita e uns rabiscos

Desde criança sempre gostei de estar com uma caneta ou lápis rabiscando papéis e livros que meus primos me emprestavam para eu aprender a ler. Os que não tinham mais utilidade para eles, eram passados a mim, e eu me divertia com aquilo, ficava encantada. Isso é uma das coisas que temos em comum eu e minha sobrinha, além do gosto pela escrita, canetas e afins. Lavínia hoje tem doze anos, fará treze em julho. E desde que despertou o interesse pelas letras, preciso aceitar e dividir com ela cadernos, canetas, post-its. Sempre muito carinhosa, já nos primeiros rabiscos queria fazer cartinhas para os avós, meus pais. Toda semana chegava com um papel colorido dobrado em formato de envelope, decorado com adesivos e algumas palavras. Ela mora em Salvador do Sul, e vem toda sexta-feira passar o final de semana com a gente e com o pai, que é meu irmão. Ele também recebia muitos bilhetes e cartas, até mesmo fora de datas especiais. Brincávamos que era impossível guardar tudo. Mas, eu não re...

Vergonha

Vergonha. Foi esse o sentimento que senti hoje. Tinha saído do trabalho lépida e faceira por ser meu primeiro dia de férias, quando fui abordada por um rapaz. Suas roupas esfarrapadas e sujas me fizeram o julgar assim, à primeira vista. Sem querer, dei um passo para trás. Não era intenção, mas foi uma ação instintiva. – Moça, não se preocupe, eu não sou ladrão – foi o que ele me disse. Senti vergonha por ter agido com um pré-conceito. A maioria das pessoas age assim quando vê alguém fora das condições aceitas pela sociedade. Não acredito que ele fosse um ladrão ou tivesse qualquer intenção de me fazer mal. Pessoas assim como ele são invisíveis aos olhos dos outros. Eu olhei para ele e seus olhos eram tristes, de alguém que não estava pedindo dinheiro por apenas querer, mas que fazia porque era uma necessidade. Sensibilizei-me com seu olhar e com aquelas oito palavras. Dei a ele todas as moedas que tinha na carteira, no momento era o que eu tinha. Temos o hábito de pré-jul...

Das coisas que gostava e não gosto mais

Percebi recentemente que algumas coisas que eu gostava já não me interessam ou não me chamam tanto a atenção. A lista começa com os livros de Paulo Coelho. Alguns dirão “ainda bem”. Mas o fato é que devo a Paulo Coelho (e a meu namorado, que lia seus livros) a minha paixão pela leitura. Foi na adolescência, quando a professora de português proibia a turma de ler os livros dele, que passei a prestar atenção em Paulo Coelho, e gostar de ler suas páginas. Encantava-me aquelas histórias de magias, da busca para descobrir o que se quer, dos exercícios – que mais pareciam feitiços – que existiam em alguns de seus livros. Lia todos os livros de Paulo Coelho que passavam pela minha mão, até que chegou a vez de A bruxa de Portobello , e o que parecia interessante se tornou extremamente cansativo. Não aguentava mais ler as mesmas coisas de sempre: magias, caminhos, busca pessoal, guerreiro da luz. Confesso que na minha estante há muitos livros dele, mas que não leio mais. Mas, como sou apegada...

Direito à escolha

Fazia tempos que queria assistir ao filme Mar adentro, que já é antiguinho (2004), mas por vários motivos, acabava sempre por adiar. Até que nas últimas férias finalmente consegui ver. Mar adentro tem no papel principal Javier Bardem, com uma ótima atuação. Porém, o meu intuito não é de falar sobre o filme em si e a encenação de Bardem, mas sim sobre o tema que o filme se propõe a discutir: a eutanásia. A história é baseada em fatos reais e retrata a vida de Ramón Sampedro (Bardem), um homem que na juventude sofreu um acidente marítimo que o deixou tetraplégico para sempre. Durante 28 anos, Sampedro esteve preso a uma cama, completamente paralisado e à mercê dos outros. Cansado dessa vida e com plenas faculdades mentais, passou a lutar na justiça para ter o direito de pôr fim ao seu sofrimento. No entanto, seu desejo não foi bem recebido por alguns membros de sua família, pela justiça, pela igreja e pela sociedade. Depois de ver o filme, percebi que ainda não tinha uma posição definid...

Fones, para que te quero?

Hoje eu caminhava pela rua, quando passou por mim um rapaz com o celular ligado, escutando um funk no último volume, sem o uso de fones, mas com os fones pendurados no pescoço. Pensei que, assim como eu, outras pessoas também devem se sentir incomodadas com esse tipo de atitude. Ações desse tipo me deixam muito irritada. Acho uma falta de educação, pois ninguém é obrigado a ouvir o que não quer. Mas o pior é quando esse tipo de coisa ocorre dentro de um ônibus lotado ou trem. Muitas pessoas não têm noção do ridículo e consideração para com os outros. Agem de forma totalmente egoísta.  No trem é comum ouvir músicas a contragosto, só porque alguém decidiu que quer escutar música em tal momento e o faz sem a utilização dos “queridos” fones. Não condeno ouvir músicas em locais públicos, no trem, em qualquer lugar, até mesmo porque é uma forma de ocupar o tempo, mas desde que a pessoa use os benditos fones de ouvidos e não atrapalhe os outros. No entanto, em muitos casos os fones não ...

Outras formas de felicidade

Não gosto de escutar conversas alheias, me sinto invadindo a intimidade das pessoas, mas como não sou surda… Duas situações me puseram a pensar no mesmo assunto. Um dia, no ônibus, duas mulheres comentavam sobre o futuro de determinado casal: ah, se eles se amam mesmo, vão casar. Outro dia, outras duas pessoas, dessa vez homens, conversavam sobre um casal que casou há alguns anos e que ainda não tem filhos. Um deles dizia: já está na hora, já faz tempo que casaram. São dois temas diferentes; no entanto, ambos me levam à mesma conclusão. Quem disse que quando se ama é necessário casar? Onde está decretado isso? Falo por experiência própria, namoro há bastante tempo, sou feliz, e, no entanto, não temos planos de casar. Pelo menos não em um futuro próximo. Estamos bem assim, mas parece que as pessoas não acreditam. As pessoas insistem em tentar nos fazer aceitar os seus pontos de vista, ou seja, de que estamos errados. Um pedaço de papel não vai dar a mim nem a ninguém a garantia de feli...

Marcas do Amor

Sempre quis escrever sobre pessoas que marcam seus corpos em homenagem a um amor, mas, o texto ficava somente na minha mente, à espera de uma oportunidade. Até que dias atrás vi um casal no trem. Ele tinha uma tatuagem no braço com o nome dela. Era visível que fora feita há pouco tempo. Percebia-se claramente a pele besuntada de pomada. Esse ato de marcar o corpo com o nome do (a) namorado (a) sempre me inspirou questionamentos. O que leva uma pessoa a fazer uma tatuagem com o nome, e às vezes até o rosto do amado (a)? Por que as pessoas fazem isso? Sinceramente, não entendo. Bom, se compararmos com as pessoas que fazem tatuagens em homenagem à celebridades, isso até que não é tão grave. Mas, voltemos ao assunto proposto. Compreendo que muitos fazem com o objetivo de prestar uma homenagem à pessoa, para mostrar o quanto ela é especial. Mas, convenhamos, há maneiras mais simples para demonstrar afeto, carinho, amor. Um cartão, uma flor, coisas do cotidiano. Eu jamais marcaria meu cor...

Conclusões precipitadas

Por que as pessoas possuem a mania de tirar conclusões precipitadas em diversos temas? E por que muitas fingem que escutam as outras pessoas para não dar margem para conversa? Hoje eu fui vítima das duas coisas, embora tenha contribuído de certa forma. Estava eu voltando do trabalho para casa, quando entrei no ônibus e fiquei de pé próxima a uma senhora sentada. Não demorou muito tempo e a sua filhinha me ofereceu seu lugar no banco. Agradeci e disse que não precisava, pois estava cansada por ficar sentada o dia inteiro. A sua mãe por sua vez, falou algo que, como estava muito barulho, eu apenas fingi que ouvi e sorri. Ainda perguntou se eu tinha certeza que não queria sentar. Agradeci novamente, e novamente ela “resmungou“ alguma coisa que não escutei completamente. Apenas compreendi que ela tinha dois filhos. Alguns minutos se passaram, o ônibus ficou lotado e a senhora com aparente preocupação me falou: “Cuidado, não vá apertar a sua barriga”. “Não, não tem problema”, lhe respond...

O fascínio pelo salto alto

Alguns dias atrás presenciei uma cena que me fez refletir e me deu a idéia para escrever este texto: dois rapazes caminhavam e quase tiveram um torcicolo ao virar seus pescoços para mirar alguma coisa. A curiosidade falou mais alto, e eu me obriguei a olhar na mesma direção que eles para descobrir o que lhes chamava tanto a atenção. O que vi foi uma moça loira, de costas. Fiquei a me perguntar o que os atraía tanto, já que a moça estava bem vestida, não posso negar. Usava um conjunto social de calça e casaquinho pretos, porém a roupa não permitia que os atributos de seu corpo ficassem em evidência. E eles não paravam de olhar, de seguir ela com os olhos. Fiquei cismada, pois não era possível ver seu rosto nem admirar seu corpo. Então olhei de novo, e prestei a devida atenção, e constatei que o que chamava tanto a atenção dos rapazes era que a moça em questão, além de estar bem vestida, usava uma sandália de salto alto, que evidenciava pelo menos os seus pés. Este foi apenas mais um f...

Precioso Tempo Ocioso

Enfim as aulas do semestre acabaram, os dias cansativos de algumas aulas chegaram ao fim. Primeiro dia de férias, que maravilha! Saio do estágio mais cedo – considerando que eu quase sempre fico depois no meu horário – saio pontualmente às 17h30min. A expectativa de chegar em casa cedinho é grande. Afinal, férias são momentos para se fazer coisas que não se pode ou não se tem tempo de fazer nos dias normais. E eu tenho muitas coisas a fazer, que fica quase impossível de conciliar com os trabalhos de aula. Vários livros estão à minha espera na cabeceira da cama ou na estante. Muitos filmes para pôr a sétima arte em dia. Diversos fragmentos de textos a serem concluídos. Arrumações e organizações a serem feitas. Enfim, coisas não faltam, apenas tempo. Pois bem, cheguei à minha casa cedo, com planos de terminar o livro que estou lendo, ou assistir um filme, ou a mais um episódio de Lost. Mas, resolvi testar, brevemente (minha intenção era essa) um novo joguinho de computador. Porém, aco...

Persistir é o segredo

Esses dias em uma conversa alguém me disse que não é preciso gostar do que se faz, e sim ganhar dinheiro. Fiquei muito triste e surpresa, pois eu não penso assim. Hoje entendo porque muitas pessoas tornam-se depressivas, ouvir coisas desse tipo desilude até o mais convicto dos otimistas. Talvez eu seja uma pessoa com muitos ideais ou romântica demais, mas não consigo me ver trabalhando, ou fazendo qualquer outra coisa que não gosto, visando apenas dinheiro. Não posso com isso. Prefiro ganhar menos e fazer algo que eu goste, que me deixe alegre, que me divirta. Acho que realmente não compensa ganhar super bem e não ter prazer no que se faz. Hoje as pessoas não se preocupam mais tanto em buscar e realizar seus sonhos. Não posso generalizar, mas a maioria das pessoas desiste dos seus desejos e objetivos por um montante maior de dinheiro, tornando-se assim materialistas ao extremo. Às vezes penso: Será que estou errada ao pensar dessa forma, ao tentar realizar somente o que me dá motivaç...

Sacríficios

Hoje a maioria das pessoas trabalha em cidade diferente da que reside, e muitos moram, trabalham e estudam em mais de um município. Este é o meu caso. Moro em Sapucaia, faço estágio em Porto Alegre e estudo em São Leopoldo. Não parece muito longe, mas como utilizo o trem, ou como é mais conhecido, o metrô, como meu meio de transporte, tenho que passar por onze estações até chegar ao meu local de trabalho. Carrego sempre comigo um livro como forma de aproveitar melhor o meu tempo, ou seja, quase uma hora que levo de ida e vinda para o estágio e para casa. Mas ultimamente isso não tem funcionado. O motivo? O trem está cada vez mais lotado, não há espaço para mais pessoas. Mal dá para se equilibrar, então curtir o meu tempo lendo um livro, já era, resta-me apenas colocar os meus fones e ouvir umas musiquinhas ou ficar observando as pessoas. Tarefa que por sinal pode ser bastante interessante, dependendo do ponto de vista. Algumas situações servem para nos divertir e outras para reflexão,...

Mais mel, menos fel

Estamos vivenciando a era digital e no auge de suas evoluções. Hoje a maioria das pessoas possui celular, computador, e com essa crescente onda tecnológica, tudo evolui, inclusive a maneira de se comunicar. As pessoas tornaram-se dependentes de celulares, internet, e-mails, MSN, Orkut. É muito difícil dizer que não existe a possibilidade de comunicação. E com todas essas inovações e evoluções, eu me pergunto por que o ser humano também não evolui? Não quero e nem posso generalizar. Afinal existem muitas pessoas interessantes. Essa pergunta me ocorreu um dia desses quando estava acessando meus e-mails e havia recebido vários de um amigo, todos com conteúdos positivos. Os temas eram variados, mensagens, piadas, vídeos engraçados, bonitas imagens. E a cada um que eu abria, me sentia mais leve e contente. Então fiquei a pensar por que todas as pessoas que fazem uso de e-mails, mensagens instantâneas, e tantos outros meios, não fazem o mesmo que o meu amigo? Recebemos tantos e-mails cha...

É Preciso Consciência

Nesta semana presenciei uma cena que me deixou indignada. Estava voltando do meu estágio para casa, de metrô, e ao meu lado estavam sentados um casal com seu filho, um menininho de uns quatro anos. Em certo momento o homem estava com um saco de papel em suas mãos e jogou pela janela do trem. Quando sua esposa tentou repreendê-lo por ter feito tal ato, ele argumentou: “Ué, aqui não tem lixeira”. Eu fiquei perplexa com o que ouvi. Como assim? Ele não poderia ter guardado o saco mais um pouquinho e colocar no lixo quando descesse na estação? Não, ele preferiu fazer o que era mais fácil. E fez na frente do filho, uma criança. Será que as pessoas não percebem ou não entendem que a maioria das crianças aprende as coisas por mimetismo, e por isso se espelham nas ações dos pais e mais velhos. Que ‘belo’ exemplo ele deu ao filho! A criança que vê os pais agindo de tal forma pensa que não há problema em fazer o mesmo. Parece inofensivo um saquinho de papel, mas se todos agirem assim, imaginem...

Nítida Artificialidade

É verão e a maioria das mulheres deseja estar com um visual invejável, corpo sarado, bronzeado, malhado. Porém algumas extrapolam nos quesitos esteticamente pré-estabelecidos nos padrões de beleza e do verão. Hoje vi uma mulher que havia exagerado no betacaroteno e ingerido muita cenoura. Sem querer fazer uso de hipérboles, mas a mulher era cor-de-laranja. Brincadeiras à parte, era nítido que ela havia ultrapassado os limites do bronzeamento artificial – digo que era artificial porque de longe se podia perceber que aquela cor não era resultado de um bronzeado natural – era realmente laranja. Para ela – a moça com cor de cenoura – quem sabe ela estivesse se achando bonita, arrasando com aquele bronzeado, mas aos olhos dos outros (mais precisamente, dos meus), ela chamou atenção sim, mas pela cor artificial que ostentava. Hoje muitas pessoas se rendem a diversos métodos para satisfazerem ao ego e assim se apresentarem com uma aparência melhor, aqui também incluo os homens, mas com cert...

O Magnetismo do Buquê

Algum tempo atrás fui a um casamento e pus a pensar numa situação corriqueira que normalmente acontece nas festas de casamento: o momento em que a noiva decide jogar o buquê. Nunca tinha parado para pensar no assunto, mas desta vez foi diferente. Quando o noivo me avisou que logo a noiva jogaria o buquê, pensando talvez que eu fosse fazer parte do grupinho que iria tentar pegá-lo, o assunto começou a se desenvolver dentro da minha cabeça. Já fui a vários casamentos e nunca tentei, nunca me interessei por pegar o buquê, apesar de achar lindas as flores que compõem tal ornamento. Mesmo quando era novinha, nunca competi por isso. Então fico a pensar: porque garotas e mulheres ficam tão alvoroçadas, correm, se esbarram, correndo o risco de caírem, quando a noiva diz “vou jogar o buquê”? Para quê isso? Fazem com que finalidade? Será que realmente acreditam que por causa das tais florzinhas serão a próxima a subir ao altar. Se fosse verdade, se isso realmente acontecesse, não teria tanta...

Expansividade Infantil

Outro dia estava caminhando na rua quando de repente ouvi um “oi”. Ao me virar para retribuir, vi que se tratava de uma menina de uns oito anos de idade, de lindos olhos azuis. Logicamente retribui seu “oi” e seu sorriso. Fiquei pensando “ela deve me conhecer”, já que estava perto de casa. Eu não lembrava de seu rosto porque não a conhecia e concluí que ela também não me conhecia, e que me cumprimentou por sua livre e espontânea vontade. Em casa mais tarde a dúvida me assaltou. Por que aquela menininha resolveu cumprimentar e sorrir para alguém que ela sequer conhecia? Não tenho respostas certas. Só sei dizer que talvez ela tenha simpatizado com meu rosto e por isso resolveu me saudar. Ela fez o que a vontade lhe mandou no momento. Agora fico pensando porque os adultos não agem com a expansividade e a espontaneidade das crianças? Por que não são mais fiéis aos sentimentos, como as crianças são? As crianças com certeza são mais sinceras com suas vontades. Se gostam, dizem que gostam. ...

Sentimentos renovados

A pouco acabei de ler o livro Meu Guri , do David Coimbra, que por sinal é muito legal. O tema do livro, como o próprio nome diz, é sobre o seu filho, Bernardo. O livro é recheado de crônicas, textos curtos, rápidos, que nos fazem ler rapidinho. No livro David conta as suas experiências como pai, desde que ele e sua esposa decidiram ficar “grávidos”. São relatos desde o momento em que os dois se dispuseram a fazer exames para ver se ocorreria tudo certo se tivessem um filho, até o momento do pequeno Bernardo estar prestes a completar um ano de vida. David relata as experiências, o medo, a ansiedade, a felicidade de ser pai com um bom humor inteligente. O livro é divertido, mas também, muitas vezes, emociona. Meu Guri possui uma linguagem muito coloquial, o que torna bastante agradável a leitura. Você lê já pensando na próxima crônica, curiosa para saber quais as próximas aventuras. Mas o propósito deste texto não é somente evidenciar o quão bom é o livro de David Coimbra, mas fal...

Antes e Depois

Ultimamente tenho prestado atenção nas relações amorosas, e alguns fatores me fizeram parar para pensar o por quê de algumas coisas. Tenho notado que algumas pessoas mudam as suas atitudes e o visual diante de um novo amor ou após o término de um relacionamento. Algumas vezes quando as pessoas iniciam uma nova relação, mudam o estilo de se vestir, o jeito de usar o cabelo, talvez para atrair ainda mais a atenção e os olhares da pessoa alvo dos seus novos sentimentos. Mas quando alguém termina um namoro, um casamento, ou até mesmo um casinho, é unâmime, todas resolvem dar uma “repaginada”. Alguns fazem mudanças sutis, mas outros radicalizam. E falo me referindo principalmente às mulheres. Elas então cortam, pintam o cabelo, iniciam na academia, e fazem muitas outras coisas que antes talvez nem cogitassem. Mas os homens também não ficam para trás, muitos querem se renovar, mostrar uma nova imagem. Então me pergunto: Porque estas pessoas que por um motivo ou outro se separaram, não s...