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Mostrando postagens com o rótulo Jornalismo

Chega de blá, blá, blá

Após 21 anos – do movimento Caras Pintadas, do impeachment de Collor –, o Brasil finalmente saiu do seu estado entorpecente de resignação e acordou para o que verdadeiramente importa. Chega de novelas, futebol, carnaval e BBB. O país vive realmente um momento histórico. O que começou pelo protesto Movimento Passe Livre, contra as tarifas abusivas do transporte público, tornou-se algo muito maior. Hoje, as manifestações não são mais apenas pelos R$ 0,20. Hoje, os brasileiros lutam contra a corrupção, por um sistema de saúde eficiente; por uma educação melhor; por uma justiça igualitária; contra a exclusão social; por poder sair às ruas tranquilamente, sem ter medo de ser assaltado; por melhores salários para os professores e operários; contra os altíssimos investimentos em Copa do Mundo e carnaval; contra a falta de estrutura física em favor dos deficientes físicos; contra os altos impostos que pagamos; contra a impunidade; contra a PEC 37; contra o ‘jeitinho brasileiro’....

É necessário refletir

Na semana passada o Brasil ficou chocado com a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Também fiquei horrorizada, pois crimes desse tipo, em que um maluco entra numa escola vitimando vários estudantes, parecia coisa quase exclusiva da sociedade norte-americana. Não lembro de ter ouvido falar nada desse tipo no Brasil. Os tristes acontecimentos desencadearam uma série de opiniões e temas a serem abordados. Aqui mesmo neste texto, poderia falar sobre o possível bullying do atirador, sobre a sua possível religião. Mas vou me deter a outros dois assuntos, que, creio, requerem um pouco mais de atenção: a cobertura da mídia e as reações das pessoas diante desse crime. Naturalmente, um crime com tamanha magnitude não pode passar despercebido pela mídia. O fato certamente foi noticiado em todos os veículos, de diferentes gêneros. No entanto, como era de se esperar, a imprensa brasileira explorou ao máximo a tragédia. Na TV, Sonia Abraão e Ana M...

Midiocracia

Injustiça, impunidade, mortes, preconceito, maus-tratos, torturas, é sobre isso que fala o livro-reportagem Bar Bodega , do jornalista Carlos Dorneles. O livro relata a história de assalto e mortes que aconteceu no interior do Bar Bodega, um bar conceituado no bairro de classe média Moema, São Paulo, no ano de 1996. Em agosto de 1996 cinco homens adentraram o local, roubaram pertences dos freqüentadores, incluindo jóias, relógios, dinheiro. Porém, isso não foi o mais grave. Os assaltantes fizeram duas vítimas fatais. A jovem estudante de odontologia Adriana Ciola e o dentista José Renato Tahan foram mortos com tiros, sem piedade. A polícia, com a gana de solucionar rapidamente o caso, prendeu o menor Cléverson, totalmente inocente na história. Como Cléverson já tivera problemas com a polícia, policiais acharam que ele estava envolvido no crime do Bar Bodega. Realmente, neste crime Cléverson era inocente. Mas, com a pressão por parte da polícia, dos familiares das vítimas e da impren...

A repressão na era da modernidade

Numa época de modernidade, em que as pessoas teoricamente têm o direito de ir e vir, o caso da estudante Geisy Arruda, da Uniban de São Bernardo, São Paulo, que foi expulsa pela universidade (decisão já revogada) por usar uma roupa curta, ainda diverge opiniões. Após ser hostilizada pelos estudantes da Uniban, Geisy só conseguiu sair do local com o auxílio de seguranças. Tudo por causa do tamanho de sua minissaia. É sabido que o local é um espaço institucional, onde regras devem ser cumpridas, porém, chegar ao ponto de expulsar uma estudante pela maneira como se veste é um tanto absurdo. As mulheres, após muitas lutas conseguiram conquistar tantas coisas, direito ao voto, a empregos que antes eram tidos como somente masculinos, liberdade sexual, e agora, em pleno século XXI, o pensamento de alguns é como de outrora, retrógrado, realçando uma expressão que anteriormente fora chamada de “machismo”.  Os estudantes agiram como puritanos, exercendo falsos moralismos. Talvez pela propo...

Carlos Urbim, escritor das crianças, conversa sobre literatura e jornalismo no Bate-papo Jornalístico

Carlos Urbim (à esquerda) com José Nunes, Presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS e seu filho Crédito foto: Paulo Bizzarro/www.vivasaoleo.com.br São Leopoldo – Hoje, 16, aconteceu mais uma edição do Bate-papo Jornalístico , O convidado da vez foi o escritor, jornalista e Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano, Carlos Urbim. Com sorriso fácil, carisma, bom-humor e um sotaque arrastado, todos os presentes puderam se deliciar com as histórias do escritor/jornalista. O Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Nunes, realizou a abertura do encontro. Nunes falou rapidamente sobre os trâmites da questão da não obrigatoriedade do diploma. “É uma luta, mas, ainda temos uma esperança de reverter essa situação no Congresso Nacional”, declara. Após, Nunes passou a palavra para o convidado. Urbim relatou um pouco de suas origens e experiências profissionais, tanto no jornalismo como na literatura. Natural de Santana do Livramento mudou-se para Po...

Blog novo

Olá! Criei um novo blog, para a disciplina de Jornalismo Online I. O tema escolhido para o blog veio de duas coisas que gosto muito: livros e filmes. Então, optei por fazer um blog que abrangesse os dois temas, porém, com um detalhe, o blog em questão tratará de livros que tiveram suas histórias adaptadas para o cinema. Pretendo então comentar sobre livros clássicos e da atualidade que agoram fazem parte da sétima arte. Para quem tiver interesse o nome é Leitura em Película e os dois primeiros posts já estão disponíveis. http://leituraempelicula.wordpress.com/ Até mais!

Inacreditável

Lamentável! É o que posso dizer sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem (17 de junho), ao derrubar a obrigatoriedade do diploma. Por oito (!!!) votos a um, foi definido que para atuar como jornalista não é mais necessário um diploma, uma graduação. Para quê passar anos em uma faculdade, passar por noites insones de estudos, trabalhos, teorias, para alguns ministros simplesmente decidirem o ruma da minha profissão? Ministros!?! O que eles entendem de Jornalismo, para definirem se é ou não importante ter formação acadêmica? Somente um ministro, Marco Aurélio Mello, votou a favor de um jornalismo mais qualificado e coerente. A frase: “O jornalismo não é um ramo do conhecimento, como Direito e Medicina”, dita pela advogada Taís Borja Gasparian, deixou muitos surpresos e indignados. O ministro Gilmar Mendes também fez comparações estapafúrdias, ao comparar a atividade exercida por um cozinheiro com a necessidade do diploma de jornalismo. (Nada contra aos cozinheiros, mas o...

Relaxamento para o corpo e a mente

Yoga ajuda no combate de algumas doenças, além de relaxar o corpo físico e o mental Uma música suave está tocando. O aroma de incenso impregna o ar. Ao fundo pode-se ouvir o barulhinho dos sinos dos ventos (ou sinos da felicidade). Uma sala ampla com tapetes, almofadas e colchonetes pelo chão. O ambiente é aconchegante e acolhedor. É assim o local onde a professora de Yoga, Silvana Carniel, 49, ministra suas aulas. Há muito praticado pelos indianos e outros povos, o Yoga é uma filosofia de vida que tem como objetivo relaxar o corpo e a mente, melhorando assim o condicionamento físico, mental e espiritual. Por muito tempo o Yoga foi confundido com religião, porém, não existe qualquer tipo de ligação entre os dois. Pessoas de qualquer credo podem aderir à prática e as técnicas do Yoga. Bem-estar, equilíbrio mental, espiritual e físico. Esses são os ingredientes que muitas pessoas hoje buscam para se ter uma vida mais harmoniosa e feliz. E muitos são os que encontram no Yoga. Há 15 a...

Sim ao diploma!

Acredito que tudo o que deveria ser falado a respeito do tema “desregulamentação da profissão de Jornalismo”, já foi falado. Manifestações, abaixo-assinados, palestras foram e são realizadas em vários lugares. Mas eu, como estudante de Jornalismo, não posso deixar de me manifestar ou mostrar a minha indignação. Ainda não acredito que é preciso discutir o tema. Advogados, médicos, engenheiros, arquitetos e tantas outras profissões precisam do diploma para serem exercidas, porque com o Jornalismo tem que ser diferente? Uma pessoa que não é da área de comunicação não pode compreender a diferença que um diploma faz e seus devidos conhecimentos teóricos. Sou totalmente a favor do diploma! Somente uma pessoa diplomada pode ter a base para se fazer um bom Jornalismo. Somente quem estudou o conteúdo sabe como apurar devidamente os fatos. Algumas pessoas acham que é simples ser jornalista, que se faz um monte de coisas interessantes, que se tem uma vida profissional praticamente sem rotina...