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Em Alto e Bom Som

Tem coisa mais desagradável do que cochichos? Tem sim, você responderá. Aliás, tem coisas muito mais chatas, mas cochicho é algo extremamente chato também. Principalmente se você não faz parte das pessoas que estão cochichando. Imagine só, você num local com alguns conhecidos, então alguém começa a cochichar no ouvido de outro na sua frente. Você fica constrangida (o) porque não sabe sobre o quê as pessoas estão falando. Pode ser pretensão sua achar que eles podem estar falando a seu respeito, mas pode né! Ou eles podem estar falando alguma coisa que diga respeito somente aos dois. De repente, se formam um casal, podem estar fazendo elogios à performance sexual do outro que aconteceu antes de vocês se encontrarem. De todo modo, você sendo alvo ou não dos cochichos, a situação é muito desagradável. Eu abomino cochichos, detesto e desprezo quem os faz, e os baniria se fosse possível. Se a pessoa quer comentar alguma coisa que terceiros não possam ouvir, então que esperem ficar a sós. ...

Vestida para elas

Sabe aquela velha teoria de que as mulheres não se arrumam para os homens e sim para as outras mulheres? É a mais pura verdade. Longe de querer gerar discussão com assunto, mas é vero. A mulher – sem generalizações – passa um tempão se arrumando, se olhando no espelho, se enfeitando, conferindo roupa, sapato, cabelo e maquiagem, tudo para ficar mais bonita. Mas para quê tanto esforço? Para ficar linda e maravilhosa para o seu homem? Não! A mulher se produz toda, mas por outro motivo, competição feminina. Sim, por mais ridícula que seja a razão, é esta mesma. Alguns homens devem se sentir orgulhosos: “Puxa, ela demora este tempo todo para ficar linda para mim”. Sinto muito desapontá-los, a mulher quer sim se sentir linda, mas ela quer estar mais linda do que a fulana, sicrana ou beltrana. Apenas isso. Ela quase sempre pensa: “será que ela vai usar algo assim?”, “como será que ela vai estar vestida?”, “será que ela vai estar de salto?”, “vai estar maquiada?”, “vai estar de cabelo sol...

Os Desejos Dela

Ela bateu à minha porta, já era tarde da noite. Chegou sobressaltada, o coração aos pulos. Disse que não aguenta mais essa situação, nem me deu tempo para reagir, foi logo despejando toda a sua indignação diante das minhas ações, toda a sua frustração. Disse que não aguenta mais esse estilo de vida, que quer viver novas emoções, conhecer outras pessoas, viajar. Ela quer viver. Não consegue mais continuar assim, vivendo da previsibilidade. Ela disse que quer sair sem saber o que vai encontrar e a que horas vai voltar. Quer mudar de casa, começar uma vida nova. Não tive tempo para me defender. Até que demorou para ela se rebelar. Mas, eu sabia que uma hora isso aconteceria. Cedo ou tarde essa hora chegaria. E chegou, de uma forma completamente avassaladora, dando vazão a todos os sentimentos que ela mantinha guardados. Lágrimas rolaram. Tive medo de sua reação. Queria poder voltar no tempo e poder fazer tudo diferente, assim o sofrimento não seria tão intenso. Não tenho máquina do tem...

Mais mel, menos fel

Estamos vivenciando a era digital e no auge de suas evoluções. Hoje a maioria das pessoas possui celular, computador, e com essa crescente onda tecnológica, tudo evolui, inclusive a maneira de se comunicar. As pessoas tornaram-se dependentes de celulares, internet, e-mails, MSN, Orkut. É muito difícil dizer que não existe a possibilidade de comunicação. E com todas essas inovações e evoluções, eu me pergunto por que o ser humano também não evolui? Não quero e nem posso generalizar. Afinal existem muitas pessoas interessantes. Essa pergunta me ocorreu um dia desses quando estava acessando meus e-mails e havia recebido vários de um amigo, todos com conteúdos positivos. Os temas eram variados, mensagens, piadas, vídeos engraçados, bonitas imagens. E a cada um que eu abria, me sentia mais leve e contente. Então fiquei a pensar por que todas as pessoas que fazem uso de e-mails, mensagens instantâneas, e tantos outros meios, não fazem o mesmo que o meu amigo? Recebemos tantos e-mails cha...

É Preciso Consciência

Nesta semana presenciei uma cena que me deixou indignada. Estava voltando do meu estágio para casa, de metrô, e ao meu lado estavam sentados um casal com seu filho, um menininho de uns quatro anos. Em certo momento o homem estava com um saco de papel em suas mãos e jogou pela janela do trem. Quando sua esposa tentou repreendê-lo por ter feito tal ato, ele argumentou: “Ué, aqui não tem lixeira”. Eu fiquei perplexa com o que ouvi. Como assim? Ele não poderia ter guardado o saco mais um pouquinho e colocar no lixo quando descesse na estação? Não, ele preferiu fazer o que era mais fácil. E fez na frente do filho, uma criança. Será que as pessoas não percebem ou não entendem que a maioria das crianças aprende as coisas por mimetismo, e por isso se espelham nas ações dos pais e mais velhos. Que ‘belo’ exemplo ele deu ao filho! A criança que vê os pais agindo de tal forma pensa que não há problema em fazer o mesmo. Parece inofensivo um saquinho de papel, mas se todos agirem assim, imaginem...

Nunca é Tarde

Nunca é tarde para aprender. Nunca é tarde para estudar. Nunca é tarde para praticar esportes. Nunca é tarde para se ver novas paisagens, conhecer novos lugares, fazer novos amigos. Nunca é tarde para se conquistar vitórias. Nunca é tarde para se ter sucesso. Nunca é tarde para sonhar. Nunca é tarde para realizar projetos e concretizar sonhos. Nunca é tarde para dizer a verdade. Nunca é tarde para reconhecer e reparar um erro. Nunca é tarde para pedir perdão. Nunca é tarde para agradecer. Nunca é tarde para fazer o bem. Nunca é tarde para dizer “Eu te amo!”. Nunca é tarde para se aventurar. Nunca é tarde para se iniciar na vida profissional. Nunca é tarde para amar. Nunca é tarde para ser amado. Nunca é tarde para viver o amor. Nunca é tarde para viver. Nunca é tarde para ser feliz!!! * Texto escrito em 05/12/2002

Nítida Artificialidade

É verão e a maioria das mulheres deseja estar com um visual invejável, corpo sarado, bronzeado, malhado. Porém algumas extrapolam nos quesitos esteticamente pré-estabelecidos nos padrões de beleza e do verão. Hoje vi uma mulher que havia exagerado no betacaroteno e ingerido muita cenoura. Sem querer fazer uso de hipérboles, mas a mulher era cor-de-laranja. Brincadeiras à parte, era nítido que ela havia ultrapassado os limites do bronzeamento artificial – digo que era artificial porque de longe se podia perceber que aquela cor não era resultado de um bronzeado natural – era realmente laranja. Para ela – a moça com cor de cenoura – quem sabe ela estivesse se achando bonita, arrasando com aquele bronzeado, mas aos olhos dos outros (mais precisamente, dos meus), ela chamou atenção sim, mas pela cor artificial que ostentava. Hoje muitas pessoas se rendem a diversos métodos para satisfazerem ao ego e assim se apresentarem com uma aparência melhor, aqui também incluo os homens, mas com cert...