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Leitura Coletiva

Diariamente utilizo o trem como meio de transporte e viajo por cerca de cinqüenta minutos para ir e voltar do estágio. Para fazer com que minha viagem seja um pouco produtiva procuro ocupar o meu tempo lendo, sejam livros ou revistas. Mas, acontece que certas ocasiões a leitura fica um tanto prejudicada. Explico: hoje estava eu lendo uma revista com uma reportagem sobre os bastidores, o que acontece por trás de um quarto de motel, ou seja, quem são as pessoas que trabalham para deixar tudo em ordem até a próxima “visita”. Porém, em certo momento senti que não era a única interessada em ler a matéria. Na página continha uma foto com a palavra MOTEL grifada em vermelho e letras garrafais. Concordo que não há como não despertar a atenção de olhares alheios e curiosos. Confesso que eu mesma muitas vezes não resisto a uma espiadinha nos livros, jornais e revistas de terceiros (quem já não fez isso?). No entanto, fico completamente constrangida quando alguém invade a minha leitura. Certa...

Eles não sentem frio

Dia típico de agosto. Portanto, frio, vento gelado e cortante. Temperatura não mais do que 10º. As pessoas usam de tudo para amenizar um pouco da sensação gelada que não cessa. Eu recorro a casaco, luvas, cachecol, boina, botas, tudo para me proteger um pouco mais da sensação térmica, que apesar dos 10º, parece bem menos. E eis que vejo na rua meninas com roupas nada apropriadas para o inverno rigoroso que ocorre no Rio Grande do Sul. Ombros à mostra, barriguinhas de fora, decotes proeminentes. Assim se veste muitas adolescentes em pleno inverno. Os meninos também aderem ao vestuário com poucas roupas, camisetas de manga curta e bermudas. E as crianças? As crianças parecem não se importar com o frio e o vento. Elas querem ir para rua correr, brincar, pular. É inverno, mas as brincadeiras não podem cessar. Fico observando, eu cheia de roupas, e mesmo assim ainda sofro com arrepios ou tremuras devido ao frio, e os adolescentes e crianças nem aí para as sensações que proporciona o inve...

Dia do Amigo

Em homenagem aos queridos amigos, deixo a letra da canção de Roberto Carlos, Amigo: Você meu amigo de fé, meu irmão camarada Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas Cabeça de homem mas o coração de menino Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro O seu coração é uma casa de portas abertas Amigo você é o mais certo das horas incertas Às vezes em certos momentos difíceis da vida Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída A sua palavra de força, de fé e de carinho Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho Você meu amigo de fé, meu irmão camarada Sorriso e abraço festivo da minha chegada Você que me diz as verdades com frases abertas Amigo você é o mais certo das horas incertas Não preciso nem dizer Tudo isso que eu lhe digo Mas é muito bom saber Que você é meu amigo Não preciso nem dizer Tudo isso que eu lhe digo Mas é muito bom saber Que eu tenho um grande amigo Não ...

Precioso Tempo Ocioso

Enfim as aulas do semestre acabaram, os dias cansativos de algumas aulas chegaram ao fim. Primeiro dia de férias, que maravilha! Saio do estágio mais cedo – considerando que eu quase sempre fico depois no meu horário – saio pontualmente às 17h30min. A expectativa de chegar em casa cedinho é grande. Afinal, férias são momentos para se fazer coisas que não se pode ou não se tem tempo de fazer nos dias normais. E eu tenho muitas coisas a fazer, que fica quase impossível de conciliar com os trabalhos de aula. Vários livros estão à minha espera na cabeceira da cama ou na estante. Muitos filmes para pôr a sétima arte em dia. Diversos fragmentos de textos a serem concluídos. Arrumações e organizações a serem feitas. Enfim, coisas não faltam, apenas tempo. Pois bem, cheguei à minha casa cedo, com planos de terminar o livro que estou lendo, ou assistir um filme, ou a mais um episódio de Lost. Mas, resolvi testar, brevemente (minha intenção era essa) um novo joguinho de computador. Porém, aco...

Inacreditável

Lamentável! É o que posso dizer sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem (17 de junho), ao derrubar a obrigatoriedade do diploma. Por oito (!!!) votos a um, foi definido que para atuar como jornalista não é mais necessário um diploma, uma graduação. Para quê passar anos em uma faculdade, passar por noites insones de estudos, trabalhos, teorias, para alguns ministros simplesmente decidirem o ruma da minha profissão? Ministros!?! O que eles entendem de Jornalismo, para definirem se é ou não importante ter formação acadêmica? Somente um ministro, Marco Aurélio Mello, votou a favor de um jornalismo mais qualificado e coerente. A frase: “O jornalismo não é um ramo do conhecimento, como Direito e Medicina”, dita pela advogada Taís Borja Gasparian, deixou muitos surpresos e indignados. O ministro Gilmar Mendes também fez comparações estapafúrdias, ao comparar a atividade exercida por um cozinheiro com a necessidade do diploma de jornalismo. (Nada contra aos cozinheiros, mas o...

O Destino

No silêncio escuro de seu quarto ele permanecia imóvel. Seus olhos fitavam a escuridão. Sua respiração era pausada. Por algum tempo um filme passou pela sua mente. Lembrara da noite anterior. Havia saído, havia bebido, havia se envolvido com uma loira. Aquela loira! Linda, cabelos cacheados, olhos verdes, corpo bem torneado. Tudo parecia bom demais. Em meio à música alta, aos drinks, e a excitação do momento ela o “seduziu” e os dois foram para o pequeno, mas aconchegante, apartamento dele. Ao chegar em seu lar-doce-lar, apesar de os dois terem abusado um pouco das bebidas, ele ofereceu a ela um cálice de vinho. Ela, prontamente aceitou. Sem conversas, ambos bebiam e trocavam olhares, sentados, um ao lado do outro no sofá. Sem muito pensar, ele sorveu os últimos goles do vinho e colocou a taça sobre a mesinha de centro e partiu para cima dela com beijos sôfregos. Ela se deixou ser beijada e deixou o vinho cair de sua mão, manchando assim o tapete, o tapete que breve abrigaria seus corp...

Persistir é o segredo

Esses dias em uma conversa alguém me disse que não é preciso gostar do que se faz, e sim ganhar dinheiro. Fiquei muito triste e surpresa, pois eu não penso assim. Hoje entendo porque muitas pessoas tornam-se depressivas, ouvir coisas desse tipo desilude até o mais convicto dos otimistas. Talvez eu seja uma pessoa com muitos ideais ou romântica demais, mas não consigo me ver trabalhando, ou fazendo qualquer outra coisa que não gosto, visando apenas dinheiro. Não posso com isso. Prefiro ganhar menos e fazer algo que eu goste, que me deixe alegre, que me divirta. Acho que realmente não compensa ganhar super bem e não ter prazer no que se faz. Hoje as pessoas não se preocupam mais tanto em buscar e realizar seus sonhos. Não posso generalizar, mas a maioria das pessoas desiste dos seus desejos e objetivos por um montante maior de dinheiro, tornando-se assim materialistas ao extremo. Às vezes penso: Será que estou errada ao pensar dessa forma, ao tentar realizar somente o que me dá motivaç...