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O fascínio pelo salto alto

Alguns dias atrás presenciei uma cena que me fez refletir e me deu a idéia para escrever este texto: dois rapazes caminhavam e quase tiveram um torcicolo ao virar seus pescoços para mirar alguma coisa. A curiosidade falou mais alto, e eu me obriguei a olhar na mesma direção que eles para descobrir o que lhes chamava tanto a atenção. O que vi foi uma moça loira, de costas. Fiquei a me perguntar o que os atraía tanto, já que a moça estava bem vestida, não posso negar. Usava um conjunto social de calça e casaquinho pretos, porém a roupa não permitia que os atributos de seu corpo ficassem em evidência. E eles não paravam de olhar, de seguir ela com os olhos. Fiquei cismada, pois não era possível ver seu rosto nem admirar seu corpo. Então olhei de novo, e prestei a devida atenção, e constatei que o que chamava tanto a atenção dos rapazes era que a moça em questão, além de estar bem vestida, usava uma sandália de salto alto, que evidenciava pelo menos os seus pés. Este foi apenas mais um f...

A repressão na era da modernidade

Numa época de modernidade, em que as pessoas teoricamente têm o direito de ir e vir, o caso da estudante Geisy Arruda, da Uniban de São Bernardo, São Paulo, que foi expulsa pela universidade (decisão já revogada) por usar uma roupa curta, ainda diverge opiniões. Após ser hostilizada pelos estudantes da Uniban, Geisy só conseguiu sair do local com o auxílio de seguranças. Tudo por causa do tamanho de sua minissaia. É sabido que o local é um espaço institucional, onde regras devem ser cumpridas, porém, chegar ao ponto de expulsar uma estudante pela maneira como se veste é um tanto absurdo. As mulheres, após muitas lutas conseguiram conquistar tantas coisas, direito ao voto, a empregos que antes eram tidos como somente masculinos, liberdade sexual, e agora, em pleno século XXI, o pensamento de alguns é como de outrora, retrógrado, realçando uma expressão que anteriormente fora chamada de “machismo”.  Os estudantes agiram como puritanos, exercendo falsos moralismos. Talvez pela propo...

Do papiro ao digital

Desde os primórdios, época de papiros e pergaminhos, o livro é um artefato extremamente importante na história e cultura do mundo. Já na Idade Média os monges copistas dedicavam-se em tempo integral para reproduzir obras e assim fazer com que a história não desaparecesse com o tempo. Mais tarde, com a invenção da impressão, os livros passaram por evoluções que modificariam para sempre a maneira de ler. O responsável por tamanha façanha foi Johannes Gutemberg. De lá para cá, a maneira de construir e ler uma obra mudou, e muito. Hoje, com a tecnologia a todo vapor, não é mais necessário comprar livros para se obter uma leitura prazerosa. Na era da internet, midiatização, é possível simplesmente fazer o download do livro escolhido e se deleitar com a leitura, na tela do computador mesmo, ou até mesmo no celular. Alguns anos atrás a opinião das pessoas de que o computador e a internet não roubariam o espaço dos livros era unânime, pois até então, livro era uma coisa que dava para se c...

Carlos Urbim, escritor das crianças, conversa sobre literatura e jornalismo no Bate-papo Jornalístico

Carlos Urbim (à esquerda) com José Nunes, Presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS e seu filho Crédito foto: Paulo Bizzarro/www.vivasaoleo.com.br São Leopoldo – Hoje, 16, aconteceu mais uma edição do Bate-papo Jornalístico , O convidado da vez foi o escritor, jornalista e Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano, Carlos Urbim. Com sorriso fácil, carisma, bom-humor e um sotaque arrastado, todos os presentes puderam se deliciar com as histórias do escritor/jornalista. O Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Nunes, realizou a abertura do encontro. Nunes falou rapidamente sobre os trâmites da questão da não obrigatoriedade do diploma. “É uma luta, mas, ainda temos uma esperança de reverter essa situação no Congresso Nacional”, declara. Após, Nunes passou a palavra para o convidado. Urbim relatou um pouco de suas origens e experiências profissionais, tanto no jornalismo como na literatura. Natural de Santana do Livramento mudou-se para Po...

Inesquecível Johnny Castle

Fiquei chocada quando ontem, 14, vi anunciar na tv a morte do ator Patrick Swayze. Apesar de saber que ele já lutava contra o câncer há dois anos, mesmo assim fiquei triste com a morte de um ator que aprendi a gostar. Não lembro o primeiro filme que o vi em cena, mas há alguns em especiais que eu gostei muito: Matador de Aluguel (1989), Ghost - Do outro lado da vida (1990), Caçadores de Emoção (1991), mas sobretudo, Dirty Dancing - Ritmo Quente (1987). Já vi esse filme umas dez vezes, tenho o dvd e não canso de assistí-lo. Atire a primeira pedra qual menina que nunca sonhou em realizar os passos de Baby (Jennifer Gray) e Johnny Castle (Patrick Swayze). No filme há até uma música que ele próprio canta: She's Like The Wind. Para quem não lembra ou gosta, fica o vídeo da performance de Baby e Johnny.

Blog novo

Olá! Criei um novo blog, para a disciplina de Jornalismo Online I. O tema escolhido para o blog veio de duas coisas que gosto muito: livros e filmes. Então, optei por fazer um blog que abrangesse os dois temas, porém, com um detalhe, o blog em questão tratará de livros que tiveram suas histórias adaptadas para o cinema. Pretendo então comentar sobre livros clássicos e da atualidade que agoram fazem parte da sétima arte. Para quem tiver interesse o nome é Leitura em Película e os dois primeiros posts já estão disponíveis. http://leituraempelicula.wordpress.com/ Até mais!

Ações desmedidas

O céu estava azul, o sol parecia estar saudando as pessoas, a temperatura estava realmente agradável, afinal era primavera, e as flores coloriam as avenidas, os parques, os canteiros. Renato acordou, tomou banho, leu o jornal acompanhado de um café. Despediu-se da esposa e da filha e saiu para o trabalho. O dia parecia perfeito, mas Renato em seu íntimo sabia que nem tudo estava perfeito. Há dias algo atormentava os pensamentos de Renato, que até então, sempre foi bom marido, bom pai, bom trabalhador, bom vizinho, bom filho. Enfim, Renato estava com problemas, mas preferiu guardá-los só para ele. Sempre comedido, introspectivo, Renato dificilmente falava de seus sentimentos ou problemas. No meio do caminho, em direção ao trabalho vivenciou uma situação pouco usual para ele e que ele normalmente condenava. Ao parar no sinal, cumpriu as devidas normas do trânsito, porém quando a cor mudou do vermelho para o verde, Renato quis logo avançar, mas foi impedido por uma velhinha, com passos le...