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Fones, para que te quero?

Hoje eu caminhava pela rua, quando passou por mim um rapaz com o celular ligado, escutando um funk no último volume, sem o uso de fones, mas com os fones pendurados no pescoço. Pensei que, assim como eu, outras pessoas também devem se sentir incomodadas com esse tipo de atitude. Ações desse tipo me deixam muito irritada. Acho uma falta de educação, pois ninguém é obrigado a ouvir o que não quer. Mas o pior é quando esse tipo de coisa ocorre dentro de um ônibus lotado ou trem. Muitas pessoas não têm noção do ridículo e consideração para com os outros. Agem de forma totalmente egoísta.

 No trem é comum ouvir músicas a contragosto, só porque alguém decidiu que quer escutar música em tal momento e o faz sem a utilização dos “queridos” fones. Não condeno ouvir músicas em locais públicos, no trem, em qualquer lugar, até mesmo porque é uma forma de ocupar o tempo, mas desde que a pessoa use os benditos fones de ouvidos e não atrapalhe os outros. No entanto, em muitos casos os fones não são a solução para o problema.

Às vezes, alguém está ouvindo qualquer som tão alto, que as pessoas ao redor podem ouvir tudo perfeitamente. Em alguns casos, a pessoa ainda decide que escutar não é o bastante, e resolve privilegiar os ouvidos alheios com suas cantorias. Nesses momentos, penso: então para que servem os fones? Talvez seja carência, e para isso uma forma de chamar atenção. Outro dia, também no trem, um rapaz estava sentado ao lado de uma senhora, escutando uma música muito alta.

No trajeto que eu fazia da Estação Farrapos até a Unisinos, ele não desligou ou baixou o volume um só minuto. Coitados de nós que tivemos que fazer o mesmo percurso que ele. Qualquer dia desses vou cometer a boa ação do dia e oferecer os meus fones para algum desses apreciadores de música alta. Tenho certeza que muitos me agradecerão.

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